03.01.2011

CP Carga S.A. cresce 42% face ao mesmo período de 2010

Em Janeiro, a actividade da CP Carga S.A. registou um crescimento de 42% face ao mês homologo de 2010. Um resultado que coloca a CP Carga confortavelmente acima do valor orçamentado para o 1º mês de 2011, em linha com o desempenho do último trimestre de 2010, que surge como consequência do reforço da sua presença nos portos nacionais e consolida uma das principais linhas estratégicas da empresa:  “integrar soluções logísticas multimodais onde o seu contributo introduza competitividade diferenciadora nos fluxos marítimo – continentais”, salienta o Presidente do Conselho de Administração da CP Carga S.A., Eng. Rocha Soares.

Está igualmente estabilizada a missão de “construir e oferecer ao mercado soluções logísticas completas e duradouras de base ferroviária, que transformadas em vantagens económicas para os seus clientes lhe permitam alcançar níveis adequados de solvência financeira”, como está reforçado a sua posição no mercado ferroviário – 97% de quota no espaço nacional, 85% nos fluxos transfronteiriços e 100% nos fluxos ferro-portuários.

Este desempenho permite à CP Carga S.A. manter como objectivo a obtenção do equilíbrio financeiro das suas contas já em 2013, sustentado em ganhos de produtividade na ordem dos 25%, apontando-se um aumento do volume de negócios na ordem dos 30%.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração da CP Carga S.A. “o crescimento da actividade (indispensável à sua sustentabilidade), depende do crescimento do mercado e este é função, em exclusivo, de uma maior utilização dos portos nacionais e da sua crescente integração em trânsitos comerciais entre países terceiros – afinal, o principal desígnio do “Portugal Logístico”. Contudo, um adequado nível de competitividade do sistema logístico integrado depende, ainda, de um maior nível de concretização do projecto "Portugal Logístico", tanto em termos de malha ferroviária, como de regulação e de evolução do modelo de negócio do conjunto das infraestruturas – o mercado constrói-se com base em preços e não com taxas, tabelas e tarifas, já que estas, normalmente, apenas servem para dar cobertura a sobrecustos disfuncionais. Embora existam limitações estruturais, que têm a ver com a configuração ou desconfiguração geográfica da malha ferroviária no que respeita ao acesso ao mercado ibérico, que somente a nova ligação Évora/Badajoz e a construção da Terceira Travessia do Tejo, também em bitola ibérica, podem, a médio prazo, resolver e sem as quais Portugal jamais alcançará, essa "centralidade planetária" na logística continental dos fluxos marítimos.

Contudo, seriam já possíveis/exequíveis, através de ajustamentos da regulação antecipar ganhos de competitividade com os quais se tornariam efectivamente potenciais os mercados da raia espanhola e da centralidade Ibérica. Felizmente trata-se, apenas de uma questão técnico-administrativa. Infelizmente não está resolvida, nem tem solução anunciada. Perde o sector logístico e perde a economia nacional, numa dimensão quase intolerável”.

“Afinal, o mar tem vindo a ser considerado, e, em nosso entendimento bem, um recurso fundamental para o desenvolvimento económico do país. Porém, no plano da logística, sector com potencial de desenvolvimento elevadíssimo, não haverá “mais mar” sem melhores modelos de gestão das infra-estruturas logísticas nacionais e sem sistema ferroviário competitivo.

E, é por isso que, entre os acertos e desacertos de opinião, se têm vindo a verificar que neste plano, existe, em nossa convicção, uma brutal contradição entre a defesa da economia do mar e a rejeição ou protelamento do projecto de Alta Velocidade, que integra a ligação de Lisboa a Badajoz em linha de "Bitola Ibérica",  já que retira, em média, 200 km ao actual percurso ferroviário de ligação dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa até à fronteira de Elvas, tornando-os competitivos no mercado espanhol. Reconfortados ficaríamos, por razões óbvias de utilidade, que quanto à fundamentação económico-financeira, as competências  nacionais  institucionais e privadas incorporassem nas suas análises, para além do VAL e da TIR, deduzidos dos proveitos decorrentes da mobilidade das pessoas, os benefícios económicos de exportação de logística”, conclui o Presidente do Conselho de Administração.

 

 

Em termos de logística exportada e exportável, agregando os ganhos actuais (60 milhões euros/ano) e potenciais do porto de Sines e os potenciais dos portos de Lisboa e Setúbal, os proveitos para a economia nacional nunca seriam inferiores a 500 milhões de euros/ano, um valor superior em mais de seis vezes ao que será necessário (cerca de 75 milhões de euros/ano) para a construção do troço de AV Lisboa/Elvas.

 

A CP Carga S.A. tem conhecimento, experiência, estratégia e capacidade para se afirmar como o núcleo central de um operador ferroviário de raiz nacional com dimensão internacional.

 

A escala dessa afirmação será sempre função da afirmação da fachada portuária atlântica nacional no mercado internacional e esta só acontecerá com um sector ferroviário competitivo na regulação e nas infraestruturas.

 

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